nem sempre sou

"Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.

Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,

Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés -
O mesmo sempre, graças ao céu e a terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E a minha clara simplicidade de alma ..."

Alberto Caeiro


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pé ante pé, sou o que eu sou

vem bossa

vem pra mim
to
te esperando
s o l t a
envolta
não
demora
vem bossa
me demarca
a m a n h e c e
já vou
sou lua
tu sabes
mas vem

eu

d e s a p a r e ç o

me
e s p a ç o

no
e n l a ç o

me
ouça
s u a v e

s u s s u r r o

na noite s o u l
de dia music

não esmaeço
posso tudo no amor
c o n t i g o

vem pra mim
to
te sonhando

agora
danço
bossa

lua nova
desejo
v e m

aqui te tem
te ardo
dentro
fora

deixo
me ama
beija
a f l o r
solta
mulher
devagar
suave
e r ó t i c a

vem pra mim
to
te desenhando
to cantando
te enc a n t a n d o

vem
pra
mim

vem b o s s a lua nova s o u l fuck m u s i c

vem
que aqui tem

(aqui te tem)



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oz

escrevi isso um dia, em um mural que nem mais existe:


eu gosto de portas, gosto de abri-las, espreitar o escuro, tatear, sentir a umidade das paredes, o cheiro... e depois saio, nova, cheia de impressões, cheia de novos caminhos e descobertas.

e logo abaixo desenhei uma estrada de tijolos amarelos que cortava o país.
então segui, rumo a longa jornada através da terra de Oz.


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síntese

"Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias,
confusas,
somá-las,
diminuí-las e
tirar essa síntese
numa palavra só, esta:
gosto."

C.F.A


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tênue

"E a palavra se mostrou como caminho poderoso para encurtar distâncias,
para alcançar onde só a fantasia suspeitava,
para permitir silêncio e diálogo.
Com a palavra eu ultrapassava a linha do horizonte
e o meu coração de menino
se afogava em esperança..."

Bartolomeu Campos Queirós



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Do tempo

Além da linha do horizonte que separa planos e montes, há desejos satisfeitos por palavras informes, estrelas e Luas Crescentes.
Oposta a isso ela desenha ondas e sons calmantes a acariciar a margem de seus pés tímidos quando sentada de costas para o centro-oeste, vislumbrando alguém chegar por trás e tapar seus olhos e brincar de "adivinha-quem-é?", sonhando.
Se pudesse daria um salto distante, brincaria de física quântica, praticaria as teorias especiais e de relatividade. Dia desses desenhou um intervalo de tempo, nele justificou todas as possibilidades e se deteve a devanear o que poderia ser impossível. Chegou a conclusão de que nada é tudo e tudo é possível. Descobriu que vácuo, vazio e nada são meras teorias humanas e que dentro até mesmo do nada ainda cabe a capacidade.
O ser humano não consegue em sua língua imprópria explicar o Universo – concluiu. Escreveu em arco acima do horizonte acima do monte acima do plano acima da Terra a palavra "densa". Densidade ilustrando o que palavras são incapazes, era um símbolo muito restrito criado na tentativa de entender o todo e para que esta não flutuasse sobre qualquer matéria universal manteve entre aspas. Algumas coisas não devem ser ditas nem entendidas, compreende? – Acentuou, assim, interrogativa para que fossem postas todas as possibilidades.
Então pensou no Sol e as explosões e ventos e plumas e cachos dourados, da gigante-vemelha à anã-branca, de toda a transformação eruptiva, manchas, eclipses... foi até Mercúrio e voltou extasiada. Tanta energia concentrada – enfim, para visualizar o Sol.
Tanta energia, tanto do que foi dito, do que há para dizer, tantas palavras para "um" entender, tanto o que transpor sem fenecer, tanto, tanto, tanto... e era só abrir os olhos, os braços, a mente e o coração e escrever sem redundância:
O tempo é apenas uma linha tênue que separa o EU de VOCÊ.

Era isso.
Só isso.

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ashes and snow

um brinde ao imaginário do real de

Gregory Colbert



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vale a pena uma visita ao site e conferir o portfolio desse fotógrafo maravilhoso.

é uma linda viagem





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"Haverá um dia,
em que o homem conhecerá o íntimo dos animais.

Neste dia,
um crime contra um animal,

será considerado um crime contra a própria humanidade."

Leonardo da Vinci



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sim, haverá.

Flowers And Silences

para deixar...

em 29 de agosto de 2003.

Flowers And Silences

The dim darkness - the diffused light - dimness of one merging into the other imparting more length to the long trees that are standing like stretched out shadows wearing stars in their hair - silence is imparting more depth to the darkness in this advaita where darkness is merged into silence, my mind wakes up, now not only sound but even a ray of light is a violent disturbance to the proundness of peace - in such moments deep truths unveil themselves, now I realise it is not sound but in silence melody lives.

I am born out of flowers and silences - while passing my hand brushed against a flower, I asked 'are you bruised?' "Me or you" smiling, the flower questioned back… the heart of my pen broke and split blood; - I do not know which paper can bear this pen.

In the gigantic silences of forests, which touch the blue skies, the carpenter bird pecks at the trunks of great trees which echo, far reaching sounds.
What can he do among the tiny crotons?

I ate days like fruits - now I eat drops of tears like grapes - frightened by the sun took refuge under shades - sitting on the pavement eating dreams from eyes like ice cream with spoons… measuring my life with dark evenings… I distributed my wealth once with metres, now I scatter with handfuls my future letting it fly in all directions.

I washed my heart in tears and dried it over poetry… walked past wearing people on my body like shawls, in the assemblies of flames; in countries abroad I raised my gypsy voice and sang mixing earth and sky, this country is the graveyard of my genius - however fast I walk the distance remains the same. This land is thirsty for my blood, it is snoring in the little shades of pigmy trees, I picked my pen and dipped it in the sun to write a summer song for my nation.

by Seshendra Sharma, an Indian poetry...



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that's why we are here...

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(clique na figura para ampliá-la e veja os detalhes)

"Que meu corpo seja o instrumento
entre a tela de pintura e meu espírito.
Que a verdade do conhecimento superior
guie minhas mãos e meus traços.
Que pela arte minha consciencia revele
os segredos da existencia suprema".


. ALEX GREY .


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(tenho verdadeira paixão por esse artista, inexplicável)

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eu sou

"sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
e tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
sou uma só... sou um ser.
e deixo que você seja.
isso lhe assusta?
creio que sim. mas vale a pena.
mesmo que doa.
dói só no começo."

C Lispector




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ficcional

eu poderia reter ou desprender esse contentamento desmedido que me lava a cara vez ou sempre, desde que apagamos os nomes e as impressões murais. eu retenho porque sou egoísta, quero tudo cem por cento, bebo todo o líquido, raspo o prato, vou até o osso quando sinto o deleite, o cheiro, a brasa e o vermelho por dentro e depois largo, como se nada nunca me pertencesse e depois agarro, como se tudo sempre. wise men say, only fools rush in, eu desprendo porque prefiro as asas, sou da terra e amo o ar, a água, o espaço, o desnível, a promessa, as the river flows gently to the sea. deixo fluir, mas é que meu corpo prende, meu ventre pulsa, meus ombros doem ao sentir a perda. porque nunca perdi. esse foi o erro de exigir demais, eu poderia ter competido mais, lutado, perdido, mas não aceitava o desfecho contra e nem zero a zero, era mais fácil a arquibancada. difícil o visual do teu semblante novo, olhos brilhantes, mordendo o lábio de canto, abrindo os braços ante tua necessidade, dessa paixão sorrateira, bandida, oculta em minha história de amor. sou general cercando o campo de guerra, arma em punho, bradando, suada e de peito nu. mas agora canto, recanto a rosa, minha flor. releio o trem lotado, as malas e os assuntos ofuscados pela partida. e sem demora tomei o susto que veio em soluço, "quisera ser eu", disse – lembra? guarda ainda os postais? as falas gravadas quando cheguei ao topo da montanha narrando o frio, o rarefeito e o fincar das sete cores? ah, tu lembras quanto sorrimos frente à conquista das horas? esquece, corta! por pouco me senti insana agora, "são essas literaturas" - diz minha mãe, "tu vive as avessas" - complementa. e eu grito lá doutro lado, "é teatro mãe, te-a-tro!". o copo tombou sem querer e deixei cigarro apagar no assoalho de madeira, lá vem outra marca a contar-me os dias de visita noturna à essa sala de ninguém. tu lembras? darling so we go, some things were meant to be. take my hand, take my whole life too, 'cause i can't help falling in love with you. sim, minha mãe tem até razão, não é te-a-tro não, são essas literaturas a revirar-me a ficção.


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a metáfora ou o coelho grande

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ele me comia

com aqueles olhos
de comer fotografia

chico buarque



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subitamente

eu tenho enorme tendência a vermelhos.

sim, eu te neguei, menina.
não te quis, porque eu também não me queria.
disputa de liberdades.
não queria nada, queria
apenas ser.

sim, Cer.
cer mais.

amadureCer, me reconheCer, endureCer um pouco esse coração meloso e indeciso e
queria Ar.
me enlameAr, me apaixonAr pelo imprevisível e tateAr as coisas impossíveis,
mas não queria
amAr.
não mesmo,
mas te digo que foi bom o nosso único momento.
como noutros momentos de lero lero.
foi bom, aprendi a ser rápida, perspicaz, exigente, 'rapidinha'.
quase um diálogo com a parede, minutos intermináveis, eternizados.
te guardo inocente.
valeu pela amizade.
foi bom te conquistar com pose e sem posse.
foi bom.
simples, simplesmente.
e eu tenho enorme tendência a vermelhos,
tenho sim.




. cheia d'uns nonsenses estratégicos, d'esses sussuros amorfos, escritas em cantos d'um caderno, n'aula dos dias.

um porre.


.

ever and ever

.

i
wanna
bit
this
lab
forever


and
ever

and
.
.
.
.

+


devagar escreva
uma primeira letra
escreva
nas imediações construídas
pelos furacões;
devagar meça
a primeira pássara
bisonha que
riscar
o pano de boca
aberto
sobre os vendavais;
devagar imponha
o pulso
que melhor
souber sangrar
sobre a faca
das marés;
devagar imprima
o primeiro
olhar
sobre o galope molhado
dos animais;
devagar peça
Negritomais
e mais
e mais

Ana C.


entendeu agora por que a folha é dura e chupa a tua tinta?


.

Ana Cristina Cesar é assim, vermelha mesmo
e cheia de mais e mais e mais e.

Kawó-Kabiesilé Xangô

Ontem (24.06) foi dia dele e como sou espiritualista e acredito em Deus e "personifico" seu poder nas forças da Natureza, exalto e saúdo Xangô.

Xangô ou Shango orixá dos raios, trovões, grandes cargas elétricas e do fogo. É viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores.

Foi dia de projeções energéticas, magnéticas e vibratórias na linha de forças da justiça e da bipolaridade. Dia de necessária concentração nos pedidos ao orixá, tendo em mente as irradiações receptivas e ativas, sabendo que as forças são igualmente positivas e negativas. Foi dia de juntar as mãos em ato de receptividade energética, respeito à natureza e às outras divindades. Foi dia de exaltação e fogos e mais uma vez eu saúdo: Kawó-Kabiesilé Xangô! Kawó meu Pai!
Que tua força se faça atuante em minha vida.
Que assim seja!

Xangô tem direto sincretismo com São João Batista e ontem foi dia de festa, quentão, pipoca, vinho quente e muita fogueira.

Dia de transmutação pelo Fogo Sagrado, que destrói tudo o que é ruim, trazendo a nós tudo o que é possível de acordo com o merecimento.

Que o sagrado nos abasteça com as suas forças e divindades.


Que assim seja!


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círculos

"Vivo a minha vida em círculos cada vez maiores." Rilke



Vinha há muito tempo carregada a passos lentos, de olhar encontrando outro em relances cheios de mágoas e dúvidas recíprocas e infantis. Até que, num dia desses, desisti. Coloquei tudo o que massacrava o pensamento, que me deixava escorregadia e trôpega, dentro de um saco e abandonei ao tempo passado, incinerei as memórias intocáveis.

Foram-se. Restou um alívio.

De dentro sinto cheiro, vejo as cores.
Absorvi-as(os).
A vida tem mesmo dessas coisas, cheia de surpresas.
Mas nada que tenha vindo de fora.
Foi de dentro mesmo.
Eu, eu, eu, eu, sem ela, sem ele, nem ninguém.

Agora é tempo de separar os desenhos, a prosa e a poesia, guardá-los no relicário e esperar que a vida dê o tempo certo para o desalinho. Agora é tempo de novas idéias, de uma abundância fervorosa. É tempo de ambição, números, estratégias, ações. Chegou, agora é tempo.


"Sou meu próprio líder: ando em círculos
Me equilibro entre dias e noites
Minha vida toda espera algo de mim
Meio-sorriso, meia-lua, toda tarde"
A Montanha Mágica - Legião


Hoje cedo só consegui pensar poesia.
No caminho pensei em encontros de elevadores, diários e furtivos.
De soma de idades, de diferenças contrastantes, ela aos 20 e ele aos 40 e tantos. Seria possível?
Pensei em amores que nascem numa livraria.
Indaguei as possibilidades.
Intuí suavemente: "querida, tudo é possível, basta o passo".


Tenho umas histórias a contar, de gentes em cenários, amantes aos desvarios, revanches obscuros, entrelaces, jogos, erros e acertos.

Tenho muitos e complexos fragmentos do que proseio nesses caminhos por aí.

Hei de te contar.

Estive pensando também, sabe.

Que um dia, no meio dessas historietas supostamente inteligíveis, eu hei de te encontrar, beirando a vontade de me achar sem nem, sem quem, nem porquê.


Percebeu meu jeito circular?
Foi assim que eu comecei: dentro de mim.

Rodei, rodei.

E parei aqui, às vistas de você.



.
.

.

.

porque há o momento
do irremediável
como existem os momentos anteriores
de passar adiante
em silêncio
tentando tirar o espinho da carne
há o momento
em que o irremediável
se torna tangível

C.F.A




.

conjugado

há tantas coisas que me movem hoje...
eu simplesmente queria, como quero, sem a vergonha dos entalhes e das folhas quase úmidas: dizer.
em segredo me recato á poesia vacilante e impassível.
eu simplesmente diria:
se você fosse me colher hoje logo cedo, me sentiria orvalhada demais pela noite, que foi minha amiga intrépida a contar-me cada farol que a iluminou, fazendo-a envergonhar-se na nudez do asfalto.
minha noite foi prolixa, mas isso é assunto para horas longas, amanhecidas e despreocupadas.
e eu, que já fui rosa, me peguei avermelhada, cheia de tons ocres a dizer-te.
parei o verbo.
queria, como quero.
pular a vez e me colocar a frente dos acontecimentos sem desajeitar-me e nem produzir sons estranhos com a boca, movimentos bruscos e perdidos com as mãos, olhos procurando algo para fixarem-se disfarçadamente.
os tímidos são assim mesmo.
queria, como quero, descrever-me como sou.
fui trincada.
copo de vidro meio lascado, charmoso de tão marcado, o preferido.
guardo líquidos, acolho lábios, sinto dentes a roçar-me, tenho as bordas salivadas ou marcadas de batom, sou tão frágil.
guardo todas as sensações.
tão quentes.
tão frias.
produzo o esquecimento das vias e da nudez e reverencio a curiosidade e delicadeza dos primeiros raios de sol.
porque agora penso segredos e tudo já é contido dentro do copo.
mudo de assunto.
é demasiado invadir-te e perguntar se posso?
imagino se a boca, as mãos e os olhos, todos tímidos, pudessem apre[e]nder-te.
carrego no corpo o paradoxo sustentado de erotismo e santidade.
queria, como quero foder-te.
me escapou assim, sem querer.
a poesia salva até o foder-te, que se encaixa rimado no viés do apre[e]nder.
conjugo o desejo.
como queria, como quero não precisar dizer mais nada além de fragmentos noturnos e surreais.
deixar sem roteiro a noite, o orvalho, o dia, a curiosidade, o paradoxo e a saudade.
deixar solto, conjugar errado, escrever na água.
deixar sem ponto, sem sentido, sem final



: poder-te.

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Mágico ser:
onde encontrar quem colha

duas palavras numa rima
igual
a essa que pulsa em ti
como um sinal?


Rilke




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play a song to set me free

(...)






..

"E além do que se vê e se ouve e além do que se sente, quem poderia ter pensado em..."


..



* ouça Ai de Rubi, exatamente aos 01:50' minutos:

"Eu te amo" - disse.
E o mundo despencou-lhe nas costas
Não havia de sofrer tanto

O mundo pesa sobre o amor
Leveza dá pena no espaço

E se teu amor por mais pedra não voar:
Liberta tuas costas do peso que não carregas.

E se teu amor por mais pena não mergulhar:
Vai te banhar e olha-te no olhar que não te cega.

Se teu amor te pesa mais que o mundo que carregas:
Degela-o e deixa-o beber os deltas.

[ ai ]

.