3.7.11

de uma figa da guiné, orgulhosa da arca de noé, super mulher...

eu precisava de hoje pra mim. dessa calma que me volteia, porque não é comigo a desmesura, a falta de meios, eu não gosto disso, sinto muito se nem ao menos conhece. eu tenho um tempo que não te cabe. me sinto à parte, como numa peça mal ensaiada. não gosto dos exageros. hoje precisei reler os dias, tirar o peso, me acalmar diante do que se foi e levou pedaços de um fim. precisava dum tempo, sozinha, sem sons. precisava muito pensar sem volume, sem ventos, sem gentes. hoje me refaço, é fim de um ciclo, sei bem. anestesiada, não tive espaço para a constatação. hoje comigo é a delicadeza que me acostuma, toda a meiguice que me cabe em gestos e na voz, afinal não sei ser diferente do que herdei, de-va-gar, nem quero algo diferente disso pra mim. sou talvez como um sonho bonito mal direcionado de minha mãe, vim feita em drama e diante preces sobrevivi ao caos que me fez inteira, essa dual, uma caixa moderna de pandora que se abre no banho, na noite, na febre e na paixão. na minha mais recente prece, pontuei o enlace, a conjunção, o ajuste, o encaixe perfeito, o suprimento das horas vazias, do toque assertivo, do inebriante cheiro da química, da física em movimento, das geografias e das histórias engraçadas, contadas como se o relógio fosse mentira, como se a fala fosse riso, como contos medidos pelo pulsar do corpo, pela dança do amor, pela prosa da boca e a poesia do beijo. não há novidade que ganhe a subestimação, é preciso despir-se de imagens prontas para criar, co-criar nesse espaço de tempo que foi dado presente, que foi feito passado e que busca-te futuro feito livro encapado, tatuaaaado. 

pausa

parei de pensar por dentro, agora sobrevôo o que virá a seguir...


"inspiração da vagabunda intenção":

por outra
ana cañas, super mulher:




avôa passarinho...