10.2.11

agora

É de felicidade.

Talvez eu deva tudo isso a possibilidade de sonhar em terras mais altas, surreais, ultra, flutuando na dimensão do que me construo assim pleiadiana, veganiana, liriana, seja como for essa, a propulsora que virá agora de luana em luana.

Enalteço o pensamento, encho o peito, descubro os olhos e o corpo, invencível, positiva, eu sou hoje, amanhã não me importa, alma-luz visível, colorida, meiga, não olho para fora e nem para trás. Sou de poucos, quase nenhum, amo a tudo, não guardo rancores, sujeiras, desamores, sorrio.  Assim aprendi a me compor na linha tênue, no caminho do meio, mais alto, sigo sempre, musical, espero o embate, o encontro, peço todos os dias, só meu Deus sabe, pois mora dentro, ilumina, enrijece, limpa, esquenta, culmina em mim o final de cada ato e palavras de luz, eu sou luz. Agora respiro... violeta.

Meu jogo é extenso, um enigma que decomponho com simplicidade.

Não há mais o mistério, tudo me foi revelado e sem fronteiras pude abraçar o corpo eterno, física passo-a-passo, num jeito fácil de entender.

É que todos somos um.

A diferença são os jogos de cores, aura, duplo etérico, fluídos,  eflúvios, essência, domínio, história, registros, atitudes, formas-pensamento, essa construção de ser único, mas vibrando em uníssono, na qualidade um. 

Passo noite-a-noite doando ao meu tempo cada penar e sonho, pedindo que sejam suaves comigo, sem suores e choros, só gozos e movimento, tudo em cores, eu agradeço e durmo, essa é minha oração.

Meu pedido está escrito.
Eu peço perdão e agradeço.

O tempo é curto.

O sol meneia radiações.

Tudo está mudado.

Basta olhar ao redor.

Coragem.

Chegou a  minha vez...

EU SOU O QUE EU SOU 



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